Centenas de pessoas se reuniram em Londres, no sábado (17), para protestar contra o projeto de construção de uma embaixada chinesa.
A decisão do governo sobre o caso deve ser anunciada até terça-feira, 20 de janeiro, informou a AFP.
Os manifestantes, com rostos cobertos, se reuniram perto do local previsto para a embaixada, próximo à Torre de Londres.
A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, esteve presente e discursou contra o projeto.
Cartazes exibidos pelos manifestantes traziam frases como: “Não à superembaixada da China” e “O Partido Trabalhista se rendeu”.
O governo, liderado por Keir Starmer, já adiou a decisão diversas vezes.
Contexto do projeto
A China busca transferir sua embaixada do bairro de Marylebone para um local próximo à Torre de Londres e ao centro financeiro da City.
Benedict Rogers, líder do grupo de direitos humanos Hong Kong Watch, afirmou que o local pode ser usado para espionagem, citando a presença de cabos subterrâneos de comunicação na área.
Rogers também expressou preocupação com as consequências para as comunidades da diáspora chinesa.
Um manifestante de Hong Kong, residente em Manchester, descreveu o projeto como uma “base operacional”.
Na terça-feira (13), o jornal Daily Telegraph revelou que a China planeja construir “salas secretas” sob a embaixada, incluindo uma “câmara escondida”.
O governo britânico deve anunciar sua decisão sobre o projeto até 20 de janeiro.