Um estudo publicado na revista The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health, após análise de dados, concluiu que o uso de paracetamol durante a gravidez é seguro. A pesquisa foi realizada em resposta a alegações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sobre uma possível ligação entre o medicamento e o autismo.
Resultados do estudo
A equipe de pesquisadores, liderada pela professora Asma Khalil, da City St George’s, University of London, reuniu evidências de alta qualidade. O estudo analisou 43 pesquisas e se concentrou em estudos que acompanharam crianças nascidas da mesma mãe, comparando casos em que a mãe usou paracetamol durante uma gravidez e não em outra. Os resultados não mostraram nenhuma ligação significativa entre o uso do paracetamol e o autismo, TDAH (transtorno de déficit de atenção/hiperatividade) ou deficiência intelectual.
Contexto da pesquisa
A pesquisa foi motivada por declarações de Trump, em setembro, que geraram preocupações entre pacientes e profissionais. O paracetamol é o único analgésico considerado seguro para mulheres grávidas, sendo recomendado o uso da menor dose possível pelo menor tempo. A pesquisa buscou avaliar as preocupações levantadas e fornecer informações baseadas em evidências.
O estudo, que analisou dados de mais de 260.000 crianças avaliadas quanto ao autismo, e cerca de 335.000 e 405.000 quanto ao TDAH e deficiências intelectuais, respectivamente, não encontrou evidências para sustentar as alegações de Trump. A professora Grainne McAlonan, do King’s College de Londres, elogiou o estudo, expressando a esperança de que as descobertas encerrem o debate sobre o tema.
Os resultados do estudo reforçam a segurança do uso de paracetamol durante a gravidez, conforme as recomendações médicas.
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