As prévias operacionais do quarto trimestre de 2025 das empresas de real estate brasileiras listadas na B3 revelam um setor imobiliário com desempenhos distintos, dependendo do segmento de atuação. Os dados, analisados por instituições financeiras como Itaú BBA, BTG Pactual, XP e Santander, oferecem um panorama do mercado.
As empresas focadas em baixa renda, como Cury e Tenda (Alea), demonstraram maior consistência, com bom volume de vendas, rápida comercialização e forte geração de caixa. A Cury, por exemplo, registrou R$ 321 milhões em caixa no trimestre e R$ 683 milhões no acumulado de 2025.
Já as companhias voltadas para média e alta renda apresentaram resultados mais variados. Algumas tiveram bom desempenho, enquanto outras enfrentaram dificuldades, refletindo o cenário de juros elevados e a cautela dos compradores. A velocidade de vendas, que mede a porcentagem do estoque vendido em um período, variou significativamente entre os segmentos. No segmento econômico, a velocidade de vendas se manteve alta, enquanto em média e alta renda, a velocidade foi mais moderada.
Entre os destaques, a Plano&Plano registrou alta de 125% nas vendas líquidas, e a MRV gerou R$ 175 milhões em caixa no programa Minha Casa Minha Vida. No segmento de média e alta renda, a Moura Dubeux teve lançamentos acima do esperado, e a Lavvi alcançou 28% de velocidade de vendas. Por outro lado, a Cyrela apresentou queda nas vendas líquidas e na velocidade de vendas, enquanto a Tenda teve pré-vendas abaixo do esperado em sua divisão principal e lançamentos menores na Alea.
Os resultados das prévias demonstram a resiliência do segmento de baixa renda, impulsionado por programas habitacionais. No entanto, o desempenho do setor imobiliário como um todo continua sujeito às condições macroeconômicas, especialmente as taxas de juros, que impactam a confiança dos consumidores e a velocidade de vendas.
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