O Conselho Nacional de Segurança no Transporte dos EUA (NTSB) divulgou um relatório apontando falhas estruturais em um avião cargueiro da UPS que caiu em Louisville, Kentucky, em novembro de 2025, resultando na morte de 15 pessoas. A Boeing, fabricante da aeronave, havia identificado o problema anteriormente, mas avaliou que não afetaria a segurança dos voos.
Falhas estruturais e boletim de serviço
De acordo com o relatório, rachaduras no conjunto que fixava o motor esquerdo podem ter contribuído para a queda. A peça já havia apresentado rompimentos semelhantes em outras três aeronaves, conforme um boletim de serviço emitido pela Boeing em 2011.
No documento, a Boeing afirmou que as fraturas “não resultariam em uma condição que afetasse a segurança do voo”, segundo os investigadores do NTSB. O avião era um MD-11F, fabricado pela McDonnell Douglas, empresa adquirida pela Boeing. A aeronave caiu pouco após a decolagem, em 4 de novembro, com destino ao Havaí, após um incêndio no motor esquerdo.
O acidente causou a morte de três tripulantes e 12 pessoas em solo. A Boeing afirmou que apoia a investigação do NTSB e expressou condolências às famílias das vítimas.
Medidas após o acidente
Após a queda, a Boeing recomendou que todos os MD-11 fossem mantidos em solo enquanto a NTSB conduzia a investigação. A UPS retirou sua frota de MD-11 de operação, e a Administração Federal de Aviação (FAA) emitiu uma proibição temporária de voos desse modelo.
O relatório do NTSB revelou que a peça defeituosa deveria ser inspecionada a cada 60 meses. A UPS, no entanto, realizava a inspeção a cada 72 meses, sendo a última em 2021.
A investigação continua para determinar a causa exata do acidente.
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