Universidades chinesas estão superando instituições dos Estados Unidos em rankings globais de produção científica, indicando uma mudança na liderança acadêmica mundial. Essa ascensão chinesa, impulsionada por investimentos e políticas favoráveis, contrasta com a perda de espaço das universidades americanas, impactadas por cortes de financiamento e outras medidas.
No Leiden Ranking, elaborado pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden, na Holanda, a Zhejiang University, da China, ocupa o primeiro lugar. Harvard, que antes liderava, agora está em terceiro. Outras sete instituições chinesas também figuram entre as dez primeiras colocadas.
Essa mudança ocorre em meio aos cortes no financiamento de pesquisa para universidades americanas, que dependem de recursos federais. Educadores e especialistas alertam que a tendência não é um problema apenas para as universidades americanas, mas para o país como um todo. A China, por sua vez, tem investido bilhões em suas universidades, tornando-as mais atrativas a pesquisadores estrangeiros.
Enquanto a China investe em áreas como química e ciências ambientais, os EUA enfrentam desafios como cortes de verbas e restrições de viagem. A diminuição de estudantes estrangeiros nos EUA pode prejudicar ainda mais o prestígio e a posição do país nos rankings. Em 2024, o presidente Xi Jinping destacou a importância da ciência e tecnologia para o poder global da China.
Harvard, apesar de manter o primeiro lugar em outros rankings, como o University Ranking by Academic Performance, enfrenta desafios. A instituição e outras universidades americanas alertam que a redução de verbas federais pode impactar negativamente a pesquisa. Um juiz federal determinou que o governo volte a financiar Harvard, mas o governo sinaliza que pretende restringir futuras concessões.
A ascensão das universidades chinesas e a perda de espaço das americanas refletem uma mudança significativa no cenário global do ensino superior e da pesquisa científica.
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