Após uma série de derrotas em votações importantes no final de 2025, o governo Lula prevê um ano de 2026 com negociações mais complexas e menor margem de manobra no Congresso Nacional. A expectativa é de que o cenário político seja marcado por disputas acirradas e maior protagonismo do Legislativo.
PL da Dosimetria
O Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, vetado pelo presidente, deve ser um dos primeiros pontos de tensão no início de 2026. A atenção se volta para a capacidade do governo em manter o veto ou negociar ajustes no texto. Em Brasília, a avaliação é que o tema continuará sendo utilizado como instrumento de pressão política nas primeiras semanas após o recesso.
Questões Fiscais e Orçamentárias
O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) serviu como um alerta para 2026. A derrubada do decreto demonstra que o governo terá dificuldades em avançar em medidas de arrecadação sem negociação prévia. Propostas com impacto tributário devem enfrentar resistência, especialmente em um ano pré-eleitoral.
O Orçamento também deve ser um tema central no início de 2026. Com a peça orçamentária avançando sem consenso antes do recesso, líderes do Congresso devem ter maior protagonismo na definição de prioridades e liberação de recursos. O tema deve ser utilizado como moeda de troca em negociações com o Executivo.
PEC da Segurança Pública
A PEC da Segurança Pública é outro tema que deve permanecer travado. Sem previsão de votação, a proposta dificilmente avançará sem reformulação. O governo deve concentrar esforços em projetos infraconstitucionais ou ações administrativas na área, devido à falta de ambiente político para mudanças constitucionais.
O início de 2026 tende a ser marcado por uma pauta mais controlada pelo Congresso e maior dependência do governo em relação às lideranças do centrão. Vetos presidenciais, projetos fiscais e temas institucionais devem ser tratados caso a caso, com negociações mais longas e custos políticos mais altos.
A expectativa em Brasília é que o ano comece com disputas concentradas menos em novas propostas e mais na gestão de impasses herdados do fim de 2025, em um ambiente em que o Congresso entra mais fortalecido e o Planalto, sob pressão para recompor sua base.
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