A produção de cerveja no Brasil registrou queda de 7% em novembro, conforme dados do IBGE, gerando alerta de analistas sobre o desempenho da Ambev. O Morgan Stanley e o Bradesco BBI projetam um cenário desafiador para a empresa, considerando as condições climáticas desfavoráveis e a pressão sobre os custos.
Queda na Produção de Cerveja
A produção de bebidas alcoólicas, com dados de novembro divulgados pelo IBGE, apresentou retração de 7% na comparação anual. A métrica dos últimos doze meses (LTM) aponta para uma retração de 4,6% na comparação anual, um pouco acima da queda de 4,5% registrada em outubro.
Projeções e Desafios para a Ambev
O Morgan Stanley projeta um trimestre desafiador para o mercado de cerveja. A XP Investimentos prevê uma contração de 5,0% no mercado para o fechamento de 2025. O Bradesco BBI avalia que o ambiente de consumo mais fraco limita o poder de repasse de preços da Ambev e coincide com a aceleração das pressões de custos.
Impacto nos Custos e Volumes
O Morgan Stanley espera uma melhora nos volumes da Ambev no quarto trimestre em relação à retração de 8% registrada no terceiro trimestre. O Bradesco BBI estima que o custo caixa dos produtos vendidos por hectolitro (COGS/hl) na divisão de cerveja no Brasil deve crescer ao menos 11% no 4T25. A XP Investimentos aponta um risco de queda de 3,5% em relação aos volumes projetados para a Ambev.
Recomendações e Perspectivas
O Bradesco BBI manteve recomendação neutra para a ação da Ambev, com preço-alvo de R$ 13. A XP Investimentos ressalta a dificuldade de correlação entre os dados de produção industrial e os volumes da Ambev devido à estratégia do Grupo Petrópolis.
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