A captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos teve impacto limitado nos mercados e nos preços do petróleo até o momento. Enquanto ações de petroleiras americanas registraram alta, os preços do petróleo tiveram um aumento de pouco mais de 1%.
Reação do Mercado e Incertezas
Especialistas indicam que a reação discreta dos mercados reflete as incertezas sobre o futuro da Venezuela e sua produção de petróleo. A Venezuela detém a maior reserva de petróleo do mundo, com mais de 300 bilhões de barris, mas sua produção representa apenas 1% do total global. A produção venezuelana ocupa a 21ª posição no ranking mundial, liderado por Estados Unidos, China, Índia e Rússia, segundo dados da IEA (International Energy Agency).
Opep+ e Decisões Estratégicas
A invasão da Venezuela ocorreu em um cenário de preços do petróleo já pressionados. Em 2025, o preço do barril WTI recuou 19,9%, e o Brent, cerca de 14,3%. A Opep+, grupo que inclui a Venezuela, decidiu em reunião emergencial manter inalterada a produção.
Empresas e Setores Potenciais Beneficiados
O índice de energia do S&P 500 atingiu seu nível mais alto desde março de 2025, com Exxon Mobil e Chevron apresentando altas significativas. ExxonMobil e ConocoPhillips encerraram operações na Venezuela em 2007. A Chevron conseguiu manter presença no país. Empresas de tecnologia petroleira também podem ser favorecidas. Adriano Pires aponta que empresas de médio porte americanas, canadenses, ou até brasileiras, como PetroReconcavo ou Prio, podem se interessar por campos de petróleo na Venezuela.
Impacto no Brasil
No Brasil, ações de empresas do setor de petróleo registraram queda, com Petrobras e Prio entre elas. A redução nos preços dos ativos reflete a expectativa de que os preços do petróleo permaneçam baixos. O impacto para o Brasil tende a ser maior em termos geopolíticos e no preço do barril de petróleo, e não no volume de exportações, que seguirá sob controle da Opep+.
Quer receber mais notícias? Acesse nosso canal no WhatsApp.
Entrar no canal do WhatsApp