A crescente atuação dos Estados Unidos na Venezuela, com a captura de Nicolás Maduro, recolocou o risco político na América Latina em destaque, enquanto a China amplia sua influência econômica na região. A avaliação é de Artur Wichmann, CIO da XP, que participou de uma live especial do InfoMoney sobre o tema, junto com Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP.
Risco Político e Reações dos EUA
Artur Wichmann, da XP, avalia que o risco de contágio político na América Latina existe, mas depende da postura dos governos da região. Segundo Wichmann, os EUA já deixaram claro que não toleram discordâncias em relação à sua política externa. Ele destacou que a resposta americana a movimentos de confronto tende a ser rápida e econômica, por meio de tarifas e restrições comerciais. Wichmann ressaltou que a escalada de tensões não ocorre de forma automática, mas pode ser desencadeada por atitudes que antagonizem os EUA.
China: Investimentos e Influência Econômica
Enquanto os Estados Unidos reforçam a pressão política, a China avança na América Latina por meio de investimentos. Wichmann informou que a China tem evitado atuação militar direta, focando na expansão de sua influência econômica através de investimentos em infraestrutura, como portos, ferrovias, energia e logística. Segundo ele, essa estratégia garante à China uma posição relevante no jogo geopolítico regional, permitindo que o país asiático ocupe um lugar estratégico nas negociações.
Impactos e Cenários Futuros
Os especialistas avaliam que os impactos econômicos imediatos são limitados. No entanto, a postura intervencionista dos Estados Unidos aumenta a incerteza no médio prazo, exigindo cautela dos investidores. A disputa entre EUA e China cria um novo equilíbrio de forças na América Latina, com os países da região tendo que lidar com a pressão política e comercial americana e o capital chinês voltado à infraestrutura.
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