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Ouro e prata disparam com tensões geopolíticas; Maduro capturado

O ouro e a prata apresentaram forte valorização no pregão de segunda-feira (05 de janeiro de 2026), impulsionados pelo aumento do risco geopolítico após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. O ouro à vista avançou até 2,5%, superando a marca de US$ 4.430 por onça, enquanto a prata registrou uma alta de quase 5%.

Tensão na Venezuela após captura de Maduro

A captura de Nicolás Maduro no fim de semana pelos Estados Unidos gerou incerteza sobre o futuro da governança na Venezuela. O presidente Donald Trump declarou que Washington busca “acesso total” ao país, incluindo suas reservas de petróleo, o que adicionou uma camada de instabilidade ao cenário geopolítico. Analistas observam que, embora os eventos reforcem um cenário de incerteza, os riscos imediatos parecem limitados, com projeções de uma resolução relativamente rápida, sem um conflito militar prolongado.

Outras tensões geopolíticas e impacto em metais

Além da situação na Venezuela, o presidente Trump reafirmou o interesse dos EUA na Groenlândia, território dinamarquês membro da OTAN, citando preocupações de segurança nacional e a presença de navios russos e chineses na região. A Dinamarca, por sua vez, repudiou a ideia de anexação. O ouro, que já vinha de um desempenho recorde em 2025, impulsionado por compras de bancos centrais e fluxos em ETFs, e com o Federal Reserve dos EUA implementando cortes nas taxas de juros, encontra nesses eventos um suporte adicional. O Goldman Sachs projeta alta para o ouro, com o cenário base indicando US$ 4.900 por onça. O endividamento federal dos EUA também é apontado como um risco de longo prazo para a economia, reforçando o apelo de ativos considerados seguros.

A prata também se beneficiou de fatores específicos, como a percepção de que o governo dos EUA poderia impor tarifas sobre o metal refinado, o que limitou a oferta em outros mercados. Essa escassez elevou os prêmios da prata em diferentes bolsas, com contratos futuros em Xangai negociando com um prêmio superior a US$ 5 por onça em relação aos preços à vista em Londres, uma inversão incomum de mercado.

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