A 99 anunciou em 1º de abril que não oferecerá mais o serviço de mototáxi na cidade de São Paulo. A informação foi divulgada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Desde 2023, a Prefeitura de São Paulo e as empresas Uber e 99 disputavam na Justiça a liberação do serviço na cidade.
Posicionamento da 99
A 99 informou ao Estadão que está focada na expansão do serviço de entrega e não planeja lançar o serviço de mototáxi na capital paulista.
Propostas da 99
A empresa apresentou propostas de parceria com a gestão municipal. Entre elas, a instalação de pontos de apoio para motociclistas, que funcionarão como espaços de descanso e suporte para entregadores, além de cursos e ações sobre segurança no trânsito.
A 99 sugeriu a criação de um sistema de avaliação de motociclistas com base em dados sobre aceleração, frenagem e comportamento em curvas, que pode levar à exclusão de motoristas. Também propôs um sistema de bonificação por bom desempenho.
A empresa também propôs o compartilhamento de dados e informações sobre condutores e viagens para auxiliar ações de fiscalização, além da criação de um mapa de riscos de acidentes com alertas.
Contexto da disputa
A Prefeitura e as empresas Uber e 99 disputam na Justiça a liberação do serviço desde 2023. Após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que municípios não podem proibir o mototáxi, as empresas anunciaram o início do serviço a partir de dezembro.
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura regulamentasse o serviço. A Prefeitura justificou sua oposição ao serviço, antes da regulamentação aprovada pela Câmara, com o risco de aumento de acidentes.




